Quem esperava que o presidenciável do PSDB, José Serra, usasse o debate promovido pela Rede Record, na noite deste domingo (26), para questionar com mais firmeza a petista Dilma Rousseff - líder nas pesquisas de intenção de votos com a possibilidade de vencer o pleito ainda no próximo dia 3 -, acabou não tendo as expectativas correspondidas. Dilma, por sua vez, repetiu a tática dos debates anteriores e também não perguntou diretamente para o tucano. Na outra ponta, Marina Silva (PV) mostrou-se mais clara em suas propostas enquanto Plínio de Arruda Sampaio (Psol) voltou a usar da ironia. Como resultado os dois acabaram por arrancar palmas da pleteia presente no estúdio por uma porção de vezes.
Ainda no primeiro bloco, Serra teve a oportunidade de perguntar diretamente para a ex-ministra do governo Lula, mas preferiu dirigir sua pergunta, surpreendemente, a Plínio. Tentando "terceirizar" o ataque, o tucano criticou o governo brasileiro se aliar a regimes ditatoriais que "perseguem mulheres, enforcam opositores e prendem jornalistas". A tática não deu muito certo e o socialista rebateu: "isso é hipocrisia, já que os Estados Unidos é um país ditatorial e nós temos relação com ele. Por que não com o Irã?". Palmas para Plínio.
Ao justificar a propaganda eleitoral da sua candidatura presidencial passada, em 2002, na qual fomentou o medo contra um possível governo Lula contando com o depoimento da atriz Regina Duarte, o candidato do PSDB, José Serra, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o que não tinha anunciado.
"O governo Lula não mudou a política econômica do Fernando Henrique (Cardoso). Quando chegaram no governo aproveitaram as coisas boas que o governo tinha feito", comentou o tucano no segundo bloco do programa.
Questionado porque teria voltado a apostar "no medo" em sua atual campanha, Serra afirmou que não sabe de onde a jornalista Adriana Araújo "tirou essa conclusão".
Antes companheiras dentro do governo Lula, Marina e Dilma trocaram acusações sobre a atuação de ambas frente aos ministérios do Meio Ambiente e Casa Civil, respectivamente. Marina perguntou o que a petista fez para impedir a corrupção em sua pasta e a petista respondeu que em sua gestão não teve nenhum caso de corrupção que passasse sem investigação. Marina insistiu, citando os escândalos envolvendo os ex-ministros Erenice Guerra e José Dirceu, que caíram devido a escândalos. "É lamentável que isso tenha acontecido bem próxima do gabinete da presidência. Como é que isso se repetiu duas vezes?", persistiu.
Dilma rebateu: "Marina, (fiz) a mesma coisa feita por você quando ministra do Meio Ambiente, que teve processo similares, pessoas envolvidas na venda e compra de madeira do desmatamento. Isso foi objeto de investigação", respondeu.
No quarto e último bloco vieram os tradicionais comentários finais. A candidata do PT reafirmou sua participação no governo Lula que, segundo ela, "transformou o Brasil". "Esse Brasil que nós conquistamos e que você sabe que mudou. Voltamos a ser um País que acredita no futuro".
Serra aproveitou para pedir, com mais veemência, ajuda aos seus eleitores. "Vou pedir a você que está me assistindo o seu voto. E quero pedir a você que já ia votar em mim, que consiga mais um voto", solicitou.
Por sua vez, a candidata verde afirmou que pessoas do PT estão incomodadas com alianças de Dilma e que pessoas do PSDB estão incomodadas com o "promessômetro" do Serra. "A onda verde que está tomando conta do Brasil está identificando uma terceira via na minha candidatura", afirmou. Palmas para Marina, talvez em seu debate mais seguro.
Ainda no primeiro bloco, Serra teve a oportunidade de perguntar diretamente para a ex-ministra do governo Lula, mas preferiu dirigir sua pergunta, surpreendemente, a Plínio. Tentando "terceirizar" o ataque, o tucano criticou o governo brasileiro se aliar a regimes ditatoriais que "perseguem mulheres, enforcam opositores e prendem jornalistas". A tática não deu muito certo e o socialista rebateu: "isso é hipocrisia, já que os Estados Unidos é um país ditatorial e nós temos relação com ele. Por que não com o Irã?". Palmas para Plínio.
Ao justificar a propaganda eleitoral da sua candidatura presidencial passada, em 2002, na qual fomentou o medo contra um possível governo Lula contando com o depoimento da atriz Regina Duarte, o candidato do PSDB, José Serra, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o que não tinha anunciado.
"O governo Lula não mudou a política econômica do Fernando Henrique (Cardoso). Quando chegaram no governo aproveitaram as coisas boas que o governo tinha feito", comentou o tucano no segundo bloco do programa.
Questionado porque teria voltado a apostar "no medo" em sua atual campanha, Serra afirmou que não sabe de onde a jornalista Adriana Araújo "tirou essa conclusão".
Antes companheiras dentro do governo Lula, Marina e Dilma trocaram acusações sobre a atuação de ambas frente aos ministérios do Meio Ambiente e Casa Civil, respectivamente. Marina perguntou o que a petista fez para impedir a corrupção em sua pasta e a petista respondeu que em sua gestão não teve nenhum caso de corrupção que passasse sem investigação. Marina insistiu, citando os escândalos envolvendo os ex-ministros Erenice Guerra e José Dirceu, que caíram devido a escândalos. "É lamentável que isso tenha acontecido bem próxima do gabinete da presidência. Como é que isso se repetiu duas vezes?", persistiu.
Dilma rebateu: "Marina, (fiz) a mesma coisa feita por você quando ministra do Meio Ambiente, que teve processo similares, pessoas envolvidas na venda e compra de madeira do desmatamento. Isso foi objeto de investigação", respondeu.
No quarto e último bloco vieram os tradicionais comentários finais. A candidata do PT reafirmou sua participação no governo Lula que, segundo ela, "transformou o Brasil". "Esse Brasil que nós conquistamos e que você sabe que mudou. Voltamos a ser um País que acredita no futuro".
Serra aproveitou para pedir, com mais veemência, ajuda aos seus eleitores. "Vou pedir a você que está me assistindo o seu voto. E quero pedir a você que já ia votar em mim, que consiga mais um voto", solicitou.
Por sua vez, a candidata verde afirmou que pessoas do PT estão incomodadas com alianças de Dilma e que pessoas do PSDB estão incomodadas com o "promessômetro" do Serra. "A onda verde que está tomando conta do Brasil está identificando uma terceira via na minha candidatura", afirmou. Palmas para Marina, talvez em seu debate mais seguro.
Fonte: terra

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