Semanas antes do primeiro turno das eleições, boa parte dos veículos de imprensa se uniu depois que viram sua liberdade ser posta em xeque. A bronca era referente a uma declaração do ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado do PT, José Dirceu, dizendo que a imprensa brasileira tem “excesso de liberdade”. Dias depois, o presidente Lula enfureceu ainda mais a mídia ao disparar: “Vou derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos”. E acrescentou que a “cobertura da imprensa nas eleições chega a beirar o ódio”.
Ao longo daqueles dias, juristas, associações de rádios, jornais, revistas e TVs se mobilizaram e emitiram comunicados de repúdio ao comportamento do PT e do governo. Houve até algumas mobilizações no centro de São Paulo em prol das liberdades de expressão e de imprensa conquistadas com o fim da ditadura. Juristas mais antigos chegaram a bradar que a democracia brasileira estava em “perigo”.
Para muitos especialistas, todos esses alertas foram uma espécie de pirotecnia lançada pelos tucanos para derrubar nas pesquisas a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Fontes ligadas ao PSDB afirmam que a liberdade de imprensa deverá ser um temas-chave do candidato José Serra no segundo turno das eleições. Por mais que o PT, Dilma e o próprio presidente Lula tentem ligar a história do partido à luta pela democracia no país e desmentir a onda de acusações de autoritarismo contra a imprensa, parece que uma muralha foi erguida entre o Palácio do Planalto e os meios de comunicação. Isto é, a relação entre ambos, que já não era das melhores, pode ter sido abalada de vez.
PT X IMPRENSA
Figura quase santificada entre as classes populares, a impressão que fica é que Lula espera elogios de todos os setores. Então, quando as críticas surgem de vários lados, inclusive da imprensa, ele parece não saber reagir de forma cautelosa. Lula responde na mesma moeda e acaba sendo acusado de atentar contra jornais e revistas, além disso, o medo da censura é uma sombra que sempre pairou sobre a América Latina, mesmo após o fim dos regimes militares.
Se Dilma for eleita presidente no próximo dia 31, terá que se esforçar muito para “esquentar” o frio relacionamento entre a imprensa e o governo após esse recente embate.
Ao longo daqueles dias, juristas, associações de rádios, jornais, revistas e TVs se mobilizaram e emitiram comunicados de repúdio ao comportamento do PT e do governo. Houve até algumas mobilizações no centro de São Paulo em prol das liberdades de expressão e de imprensa conquistadas com o fim da ditadura. Juristas mais antigos chegaram a bradar que a democracia brasileira estava em “perigo”.
Para muitos especialistas, todos esses alertas foram uma espécie de pirotecnia lançada pelos tucanos para derrubar nas pesquisas a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Fontes ligadas ao PSDB afirmam que a liberdade de imprensa deverá ser um temas-chave do candidato José Serra no segundo turno das eleições. Por mais que o PT, Dilma e o próprio presidente Lula tentem ligar a história do partido à luta pela democracia no país e desmentir a onda de acusações de autoritarismo contra a imprensa, parece que uma muralha foi erguida entre o Palácio do Planalto e os meios de comunicação. Isto é, a relação entre ambos, que já não era das melhores, pode ter sido abalada de vez.
PT X IMPRENSA
Figura quase santificada entre as classes populares, a impressão que fica é que Lula espera elogios de todos os setores. Então, quando as críticas surgem de vários lados, inclusive da imprensa, ele parece não saber reagir de forma cautelosa. Lula responde na mesma moeda e acaba sendo acusado de atentar contra jornais e revistas, além disso, o medo da censura é uma sombra que sempre pairou sobre a América Latina, mesmo após o fim dos regimes militares.
Se Dilma for eleita presidente no próximo dia 31, terá que se esforçar muito para “esquentar” o frio relacionamento entre a imprensa e o governo após esse recente embate.
Por João Paulo Denófrio

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