Estava aqui pensando no meu tema dessa semana e lembrei-me de uma cena que me deixou encantada em um primeiro momento, mas, depois, preocupada. Uma menininha, lindinha, de no máximo três anos de idade, toda maquiada, com as unhas pintadas de rosa. Feito gente grande!!
Comecei uma reflexão de como, às vezes, achamos normal uma criança, tão pequena já ter esse tipo de comportamento, de preocupação. É bonitinho! Será que isso não explica as crianças vivenciarem precocemente a sexualidade ativa?
Acho que muitas vezes, os próprios pais, inconscientemente, influenciados pela mídia, pelo mercado da moda e pela indústria do sexo acabam por contribuir permissivamente, direta ou indiretamente para uma erotização precoce da criança.
Tem sempre uma roupa da moda, a sandália, a maquiagem, e a criança, influenciada pela mídia passa a desejar esses estilos de roupas que podem sensualizar o corpo da menina, principalmente, expondo-as precocemente à vivência de uma vida sexual ativa, ao abuso moral e à violência sexual. Isso pode trazer implicações sociais e psicológicas graves à menina, que embora já possuam corpo de mulher ainda tem uma mentalidade infantil.
Então, seria interessante a família tomar para si a responsabilidade de educar, sem serem tão permissivos ou omissos. Os pais são os responsáveis diretos pelos filhos e devem orientá-los, esclarecê-los, desenvolver nos filhos valores éticos para que sejam capazes de discernir conscientemente sobre suas escolhas e suas conseqüências.
Geralmente, crianças e adolescentes têm uma identidade grupal, onde valorizam mais o que o grupo acha bom e não desenvolvem o senso crítico do que é legal ou não. Deixam-se seduzir pelos apelos da mídia só para se sentir “moderninhos”, cedem às pressões sociais para se sentirem inseridos no grupo, sem personalidade própria.
O uso da maquiagem em meninas tão novas induz ao risco de uma “erotização precoce”. Uma menina maquiada torna-se mais sensual e mais exposta à sedução. Associando a utilização desses instrumentos com a puberdade precoce, ou seja, aparecimento dos caracteres sexuais nos meninos e meninas, desenvolvimento do corpo, a criança pode transformar-se em uma vítima inconsciente, exposta aos olhares de pedófilos e ao desejo instintivo.
Não só a maquiagem, ou esmalte de unhas, existe, também, músicas que são extremamente vulgares, com letras que depreciam a imagem feminina, que vulgarizam o corpo, que induzem á uma erotização precoce e à vivência de uma sexualidade ativa e contribuem para uma visão reducionista, banal, genitalista e quantitativa da sexualidade.
Portanto, os pais devem entender que tudo que se torna socialmente aceitável para a criança está no imaginário dos pais. A criança ainda não adquiriu o discernimento necessário para saber o que de fato pode ser bom ou ruim, e isto ela só vai adquirir se for orientada adequadamente, a criança ainda está construindo sua identidade, e com a omissão ou permissividade dos pais fica exposta aos apelos publicitários e à “onda moderna” da sociedade.
Então, gente, o maior segredo é educar. Não proibir. Crianças e adolescentes precisam aprender a dialogar, a ouvir e serem ouvidas, tem que ter direito a explicações e a explicarem, devem ser respeitadas e compreendidas. Respeito é uma via de mão dupla, tem quer ser mútuo, recíproco. O amadurecimento se dá pelo diálogo e por uma relação pautada na confiança e no respeito. Dessa forma, seus filhos se sentirão à vontade para esclarecer qualquer dúvida e aflições e contarem o que se passa com eles.
Fonte: Blog Moara Carvalho, acessepiaui.com.br / Tribuna de Barras
Comecei uma reflexão de como, às vezes, achamos normal uma criança, tão pequena já ter esse tipo de comportamento, de preocupação. É bonitinho! Será que isso não explica as crianças vivenciarem precocemente a sexualidade ativa?
Acho que muitas vezes, os próprios pais, inconscientemente, influenciados pela mídia, pelo mercado da moda e pela indústria do sexo acabam por contribuir permissivamente, direta ou indiretamente para uma erotização precoce da criança.
Tem sempre uma roupa da moda, a sandália, a maquiagem, e a criança, influenciada pela mídia passa a desejar esses estilos de roupas que podem sensualizar o corpo da menina, principalmente, expondo-as precocemente à vivência de uma vida sexual ativa, ao abuso moral e à violência sexual. Isso pode trazer implicações sociais e psicológicas graves à menina, que embora já possuam corpo de mulher ainda tem uma mentalidade infantil.
Então, seria interessante a família tomar para si a responsabilidade de educar, sem serem tão permissivos ou omissos. Os pais são os responsáveis diretos pelos filhos e devem orientá-los, esclarecê-los, desenvolver nos filhos valores éticos para que sejam capazes de discernir conscientemente sobre suas escolhas e suas conseqüências.
Geralmente, crianças e adolescentes têm uma identidade grupal, onde valorizam mais o que o grupo acha bom e não desenvolvem o senso crítico do que é legal ou não. Deixam-se seduzir pelos apelos da mídia só para se sentir “moderninhos”, cedem às pressões sociais para se sentirem inseridos no grupo, sem personalidade própria.
O uso da maquiagem em meninas tão novas induz ao risco de uma “erotização precoce”. Uma menina maquiada torna-se mais sensual e mais exposta à sedução. Associando a utilização desses instrumentos com a puberdade precoce, ou seja, aparecimento dos caracteres sexuais nos meninos e meninas, desenvolvimento do corpo, a criança pode transformar-se em uma vítima inconsciente, exposta aos olhares de pedófilos e ao desejo instintivo.
Não só a maquiagem, ou esmalte de unhas, existe, também, músicas que são extremamente vulgares, com letras que depreciam a imagem feminina, que vulgarizam o corpo, que induzem á uma erotização precoce e à vivência de uma sexualidade ativa e contribuem para uma visão reducionista, banal, genitalista e quantitativa da sexualidade.
Portanto, os pais devem entender que tudo que se torna socialmente aceitável para a criança está no imaginário dos pais. A criança ainda não adquiriu o discernimento necessário para saber o que de fato pode ser bom ou ruim, e isto ela só vai adquirir se for orientada adequadamente, a criança ainda está construindo sua identidade, e com a omissão ou permissividade dos pais fica exposta aos apelos publicitários e à “onda moderna” da sociedade.
Então, gente, o maior segredo é educar. Não proibir. Crianças e adolescentes precisam aprender a dialogar, a ouvir e serem ouvidas, tem que ter direito a explicações e a explicarem, devem ser respeitadas e compreendidas. Respeito é uma via de mão dupla, tem quer ser mútuo, recíproco. O amadurecimento se dá pelo diálogo e por uma relação pautada na confiança e no respeito. Dessa forma, seus filhos se sentirão à vontade para esclarecer qualquer dúvida e aflições e contarem o que se passa com eles.
Fonte: Blog Moara Carvalho, acessepiaui.com.br / Tribuna de Barras
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