Para Elis e PedroVocê tem passado muito tempo diante do espelho preocupado com seu visual ou se sente inseguro em relação à roupa que vai vestir? Ou ainda, horas excessivas na academia em busca de um corpo perfeito? Cuidado! Você corre o risco de perder a conexão com você mesmo…
É saudável que nos preocupemos com nossa aparência. É importante dar atenção a saúde e vitalidade de nosso corpo. Porém, se há algum exagero nestas atividades motivado pelo desejo de agradar a outros, está na hora de se conectar novamente com sua interioridade.
Pessoalmente não acredito quando dizem: “Não me importo com o que os outros pensam de mim”. Todos nós nos importamos! O ser humano, por ser naturalmente social, depende de seus relacionamentos interpessoais. E relacionamentos também são baseados no que pensamos uns dos outros e no modo como transmitimos nossa percepção. Afinal, Lívia não se aproximaria de Marcos, se desconfiasse que ele tem uma imagem negativa a respeito dela.
Não resta dúvida de que nos importamos com o que os outros pensam a nosso respeito. Todavia, é necessário considerar o nível de importância que damos à opinião dos outros e as atitudes e comportamentos que tomamos baseados nisto.
João tem sete anos e pediu a seus pais um CD de músicas infantis. Ele ficou muito feliz ao receber seu presente e, eufórico, exibiu para seus amigos. Entretanto, seus primos adolescentes menosprezaram o presente de João, e ele acabou pedindo que seus pais trocassem o CD de músicas infantis por um de música pop.
Tal comportamento vindo de uma criança é completamente compreensível. Contudo, muitos adultos continuam repetindo este comportamento infantil. E isto não apenas no nível de presentes, objetos, mas em relação ao próprio corpo. Cabelos que mudam de cor e tamanho como massa de modelar muda de forma nas mãos de crianças. Homens saudáveis que se entorpecem com vitaminas, suplementos alimentares e fitas métricas para verificar o bíceps e também o peitoral. A quem estamos querendo agradar?
Em primeiro lugar, é importante descobrir para quem nos vestimos ou penteamos ou malhamos. É para uma pessoa específica ou apenas para uma ideia generalizada sobre o que imaginamos que os outros pensam a nosso respeito e que, possivelmente, nem corresponda à realidade?
O desejo desesperado de agradar aos outros faz com que a conexão com nossa interioridade se fragilize. Do que você realmente gosta? O que você espera de si mesmo? Se você é capaz de responder a estas perguntas, parabéns! Se ainda não, está na hora de parar e olhar para você mesmo, com um olhar que lhe ajudará a despertar para outros modos de ser e agir.
A opinião dos outros é importante, sim! Entretanto, não é possível considerá-la objetivamente se você não sabe qual a sua própria opinião. Descobrir o que pensamos sobre nós mesmos é uma tarefa importante, porque você é a única pessoa que realmente pode compreender o que é ser você, 24 horas por dia. Não se deixe esperando por você mesmo, vá ao seu encontro!
Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2004). Tem experiência na área de Educação, Filosofia, Pastoral Juvenil e Orientação Vocacional. Atualmente continua sua formação acadêmica em Saint Marys College of California, nos Estados Unidos.
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