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23 de janeiro de 2011

Região serrana do Rio poderá ter 'epidemia' de 'doidos'

Os municípios da região serrana do Rio atingidos pelas chuvas que já causaram mais de 790 mortes devem se preparar para enfrentar uma verdadeira "epidemia de problemas mentais". A perda de parentes e amigos vai deixar marcas que levarão meses, até anos para, cicatrizar. 

O alerta é da psicóloga Katrina Pereira, que trabalha no Hospital Pedro Ernesto, no Rio. Desde os primeiros dias da catástrofe, ela se transferiu para Nova Friburgo, onde está atuando como voluntária no hospital de campanha da Marinha.

A nossa cidade vai sofrer com a saúde mental durante muito tempo e vai precisar de um suporte. Os lutos patológicos vão ser grandes, porque muitas pessoas não conseguiram sequer enterrar seus familiares. Então, fica aquela esperança de que podem estar em algum hospital, que tenham sido socorridos. Outros conseguiram enterrar, mas foi de uma forma tão rápida que nem elaboraram ainda essa perda“, explicou a psicóloga.

Katrina Pereira alertou também para um possível aumento de casos de suicídio, que deve ser detectado com antecedência por uma rede de atendimento público. “Haverá aumento nos casos de depressão e riscos de suicídio e a cidade vai ter que acordar para isso. Perder filhos, mulher, perder tudo, acaba ficando sem sentido para a vida.”

Segundo ela, também haverá mais incidência de doenças físicas como pressão alta, diabetes e úlceras, decorrentes de problemas psicológicos. Outros buscarão nas drogas e no alcoolismo uma fuga para a dor das perdas.

Ela explica que cada indivíduo vai trabalhar de forma diferente essas perdas e que, nesse momento, é importante que se fortaleça a rede de relacionamentos em torno da pessoa atingida pela tragédia, seja de vizinhos, colegas de trabalho ou amigos. Só agora, alerta a psicóloga, passados mais de dez dias da tragédia é que as pessoas vão realmente acordar para o que aconteceu.

Depois que ela [vítima] sair da fase aguda [da crise psicológica], é preciso fazer um trabalho para que se crie novamente esperança para reconstruir uma casa, para ir atrás de uma vida melhor, de um novo emprego, de uma nova família. Não vai apagar essa dor que ficou. A saudade vai se estender, mas existe vida pela frente. Cada um vai encontrar um motivo próprio para encarar e superar tudo isso”, assegurou a psicóloga com otimismo.

Fonte: JL/ABr

29 de novembro de 2010

Piauiense vence os 10K do Rio

A piauiense Cruz Nonata conquistou neste domingo o título da 10K Rio - Corrida Pan-Americana. Além de chegar antes das quenianas, ela bateu o recorde da competição, que completou sua sexta edição. A largada e chegada aconteceu no Aterro do Flamengo.

Cruz Nonata venceu com 34min13seg e bateu o recorde feminino, que era de Margareth Karie, do Quênia (34min14seg). A segunda colocada foi a queniana Bornes Jepkirui Kitur (34min57s).

A fundista de Teresina já havia faturado em junho o bicampeonato da 10K Brasil, em São Paulo, e venceu a 10K da Virada Esportiva na semana passada, também na capital  paulista.

"Treinei forte nas últimas semanas e estava segura de que poderia vencer neste domingo. No terceiro para o quarto quilômetro eu forcei o ritmo e consegui abrir uma boa vantagem em relação às quenianas. Agora vou me preparar para a São Silvestre e quero buscar novamente o pódio" - disse Nonata, quinta colocada na prova de 31 de dezembro no ano passado.

No masculino, o queniano Mark Korir ficou com o título (29min18s). João Ferreira de Lima, o "João da Bota", foi o quarto colocado e melhor brasileiro (29min38s).

Aos 36 anos, Cruz Nonata já se confirmou como um dos principais nomes do atletismo nas provas de fundo. Ela jogava futebol e só trocou de esporte em 2005, incentivada pelo irmão e também corredor Domingos Nonato. Foi 28ª na São Silvestre daquele ano e subiu de posição anualmente: 14ª, 11ª, 6ª e 5ª, sendo a melhor brasileira no ano passado.

A piauiense trocou a Usina Santana, zona rural de Teresina, por Ceilândia/DF, onde treina com José Alessandro da Silva. É atleta do clube BM&F Atletismo.

Fonte: CidadeVerde

23 de junho de 2010

Coisas que assustam

Por mais que eu veja, sempre aparecem coisas que conseguem me assustar. O funk carioca é uma dessas eternas surpresas. O vídeo é a nova sensação do Rio de Janeiro, as Tequileiras do Funk com o hit  'Surra de Bunda'. Comentário rápido: ainda bem que a Mulher Melancia não dá essa surra, ela já teria matado alguém.