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31 de dezembro de 2010

Muito glamour nas festas de formaturas da Rede Municipal de Ensino

As tradicionais festas de colação de grau promovidas pela Prefeitura Municipal de Esperantina através da Secretaria Municipal de Educação foram marcadas por muito glamour.

As festas que iniciaram no dia 23 de dezembro e foram concluídas na noite do dia 26 de dezembro proporcionaram momentos de grandes emoções para os concludentes. Vale ressaltar que as solenidades e bailes aconteceram apenas nas escolas da zona rural sendo elas: Escola João José de Oliveira (Canto da Palmeira), Escola Raimundo de Sousa Lira (Jacaré da vermelha), Escola Maria Batista de Amorim (Patis), Escola Manoel Amorim Neto (Lagoa Seca), Francisco Simplício do Vale (Lagoa dos Macacos), Escola Francisco José do Rego Castro (Amargosa), Escola Nossa Senhora da Conceição (Boa Vista dos Cariocas) e Escola Estevam ferreira da Costa (Sítio do Alegre).

Uma mega festa com solenidade no dia 07 e baile no dia 08 de janeiro no Clube Recreativo Princesa do Longá está sendo programada para as escolas da zona urbana.

Por Carlos Araújo

14 de maio de 2010

Prefeitos de 36 cidades têm apenas o ensino fundamental

Dados preocupantes
Um dado preocupante sobre os prefeitos piauienses foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Nada menos do que 36 deles sequer cursaram o ensino médio, o que significa dizer que 16% dos 224 gestores municipais do Estado cumpriram suas obrigações escolares apenas até o ensino fundamental. O índice é o maior da região Nordeste, conforme o levantamento do Instituto.

Os dados contidos na Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009 (Munic 2009) mostram ainda que o índice de prefeitos com ensino fundamental incompleto aumentou, passando de 6,3% para 8,9%. No geral, a pesquisa do IBGE apontou que uma minoria entre os gestores municipais do País conta com ensino superior completo. Entre os 5.565 prefeitos em exercício durante a pesquisa realizada em todo o Brasil, 52,5% dos prefeitos não cursaram uma faculdade.

Segundo o presidente da Associação Piauiense dos Municípios, Francisco Macedo, os números evidenciam a necessidade de qualificar os gestores municipais para a condução da máquina pública nos municípios do interior do Estado. “Sem dúvidas, é preciso aumentar o nível de qualificação dos nossos gestores, mas, ao longo dos anos, muitos prefeitos têm buscado essa qualificação”, disse.

Macedo ponderou, contudo, que na prática o número de prefeitos apenas com o ensino fundamental no Piauí não implica “necessariamente uma desqualificação da gestão pública”. E argumentou: “Se eu posso votar, também posso ser votado, independentemente do meu grau de estudo. Isso está na lei. Não há nada ilegal. E os prefeitos são eleitos pelo povo”.

Porém, não é o que pensa o cientista político Vítor Sandes. Ele avalia que 16% dos prefeitos sem ao menos ter cursado o ensino médio é um dado preocupante. Segundo o estudioso, para o bom funcionamento e atendimento das necessidades públicas em uma prefeitura municipal, é preciso ter, no mínimo, conhecimento técnico.

“É preciso ter algum tipo de qualificação para gerir a máquina pública. Na gestão, o prefeito tem que lidar com leis, normas e, principalmente, com recursos públicos”, pontuou, acrescentando que essa realidade pode ser constatada nos menores municípios do Piauí, que representam a maioria entre os municípios do Estado.

O Piauí apresentou também o menor percentual de prefeitos com nível superior (34%) bem distante dos 39% da média da região Nordeste e dos 38% da média nacional. Contudo, Francisco Macedo, presidente da APPM, tem perspectivas positivas em relação à administração dos prefeitos “sem estudo”.

“O que vale é a vontade de trabalhar em prol da gestão pública. Muitos prefeitos têm assessores e técnicos ao seu lado”, frisou. Já para o cientista político Vítor Sandes, o caminho para a mudança dessa realidade está na interiorização das universidades públicas, que vem ocorrendo ao longo dos anos. “Talvez, com o ensino superior mais perto dos municípios possamos, no futuro, nos deparar com outra realidade, bem diferente desta”, avaliou.

TERCEIRIZAÇÃO

Sobre a gestão da administração pública das prefeituras, o IBGE constatou que das 98.062 pessoas ocupadas na administração direta dos municípios do Piauí, 11.125 (11%) eram somente comissionados, superior aos 8% da média nacional.

Outro dado estranho é o alto índice de  pessoas sem vínculo permanente (21%), próximo dos 24% da média regional e superior aos 17% da média nacional.

Foi notado também que, de 2008 para 2009, o contingente de servidores municipais cresceu 9,7% e chegou a 5,7 milhões de pessoas em todo país.

Fonte: IBGE Edição: João Filho